Um sonho a se realizar!

Na verdade, as Bibliotecas são instrumentos de Paz, pois reúnem a juventude, de forma bem eficaz.
Quem frequenta uma biblioteca, muda de opinião, aprende e se satisfaz.
O projeto Biblioteca, tem essa finalidade: trabalhar para construir, uma nova sociedade, como cidadãos
conscientes, mais finos, mais eloquentes, com mais força e mais vontade.

As bibliotecas na verdade, promovem mudança e, com isso,
a juventude enaltece, dando apoio e confiança, pois a boa educação, começa com a atenção que damos as crianças.

Viva pois a BIBLIOTECA, um Projeto que está modificando a nossa comunidade, porque só a educação
pode dar ao cidadão, CONSCIÊNCIA E LIBERDADE!


Por Valdek de Garanhuns - Poeta de Cordel



domingo, 6 de dezembro de 2009

Poesia: Canção do Boêmio - Castro Alves

Que noite fria! Na deserta rua
Tremem de medo os lampiões sombrios.
Densa garoa faz fumar a lua,
Ladram de tédio vinte cães vadios.
Nini formosa! por que assim fugiste?
Embalde o tempo à tua espera conto.
Não vês, não vós?... Meu coração é triste
Como um calouro quando leva ponto.
A passos largos eu percorro a sala
Fumo um cigarro, que filei na escola...
Tudo no quarto de Nini me fala
Embalde fumo... tudo aqui me amola.
Diz-me o relógio cinicando a um canto
"Onde está ela que não veio ainda?"
Diz-me a poltrona "por que tardas tanto?
Quero aquecer-te rapariga linda."
Em vão a luz da crepitante vela
De Hugo clarcia uma canção ardente;
Tens um idílio — em tua fronte bela...
Um ditirambo— no teu seio quente...
Pego o compêndio... inspiração sublime
P'ra adormecer... inquietações tamanhas...
Violei à noite o domicílio, ó crime!
Onde dormia uma nação... de aranhas...
Morrer de frio quando o peito é brasa...
Quando a paixão no coração se aninha!?...
Vós todos, todos, que dormis em casa,
Dizei se há dor, que se compare à minha!...
Nini! o horror deste sofrer pungente
Só teu sorriso neste mundo acalma...
Vem aquecer-me em teu olhar ardente...
Nini! tu és o cache-nez dest'alma.
Deus do Boêmio!... São da mesma raça
As andorinhas e o meu anjo louro...
Fogem de mim se a primavera passa
Se já nos campos não há flores de ouro...
E tu fugiste, pressentindo o inverno.
Mensal inverno do viver boêmio...
Sem te lembrar que por um riso terno
Mesmo eu tomara a primavera a prêmio..
No entanto ainda do Xerez fogoso
Duas garrafas guardo ali... Que minas!
Além de um lado o violão saudoso
Guarda no seio inspirações divinas...
Se tu viesses... de meus lábios tristes
Rompera o canto... Que esperança inglória...
Ela esqueceu o que jurar lhe vistes
Ó Paulicéia, ó Ponte-grande' ó Glórial...
Batem!... que vejo! Ei-la afinal comigo...
Foram-se as trevas... fabricou-se a luz...
Nini! pequei... dá-me exemplar castigo!
Sejam teus braços... do martírio a cruz!...

Texto enviado por Valdo e postado por Cássia Santana

Bibliotecas comunitárias levam a literatura a cidades carentes do Distrito Federal

A história das bibliotecas não começa com os livros. Muito antes de nascerem esses objetos tão atacados quando a intenção é oprimir o conhecimento, o homem já catalogava seus conhecimentos em espaços físicos reservados para tal. O livro é apenas uma das formas de armazenar a escrita inventada pelo homem muito antes de Gutemberg popularizar a prensa. A biblioteca nasce, antes de tudo, de um desejo de agregar o conhecimento. Luiz Costa, Dilma de Fátima Mendes, Sebastião José Borges, Geraldo Marques Damas e Luiz Rodrigues de Lima sabem muito bem disso. Sentiram essa comichão antes mesmo de poderem manusear um livro. Todos cresceram em ambientes desprovidos de literatura, com pouco acesso à educação formal, mas com uma sensibilidade capaz de guiá-los em direção ao mundo das letras. Sem recursos ou apoio do governo, dentro de suas próprias casas e em áreas pobres do Distrito Federal, eles montaram pequenas bibliotecas para atender à comunidade do bairro e vislumbraram na iniciativa uma alternativa à falta de lazer que pontua as cidades mais pobres da região. Os espaços são simples, abrem diariamente ou a pedidos e contm uma variedade razoável de livros. Literatura, publicações didáticas, enciclopédias e dicionários estão em todas essas bibliotecas frequentadas principalmente por crianças e adolescentes. Todos os volumes foram doados depois de um boca a boca que espalhou a intenção dos bibliômanos. Veja abaixo as histórias dessas iniciativas mantidas por vontade própria graças à demanda intensa das comunidades.


Alexandre Abreu, da Biblioteca Alice Maria

Biblioteca Alice Maria Bisol Cascão — Guarita da Ceasa
A guarita que um dia serviu à vigilância na entrada da Ceasa estava abandonada. Ocupada por sem tetos e ponto de consumo de drogas, a pequena casinha assustava os frequentadores do local até ganhar reforma, 10 estantes e 5 mil livros. “A biblioteca ainda é novinha e pouco frequentada e o pessoal ainda não está acostumado”, explica Antonio José Laurindo, vigilante responsável pelo local. A média de visitantes é de três a quatro pessoas por dia, mas Laurindo não desanima diante das mesas e das paredes branquinhas de tão novas. Reabilitada por iniciativa da rede de postos Gasol como parte de um projeto que, desde 2007, ajudou a incrementar 54 bibliotecas públicas no Distrito Federal em parceria com administrações regionais, a guarita da Ceasa não exige registro dos visitantes. Quem quiser pode preencher uma ficha com dados pessoais, mas não há obrigatoriedade. “É para não intimidar e não ter aspecto formal”, avisa Alexandre Abreu, coordenador do espaço.

Biblioteca Luiz Lima — Visão do Futuro — Recanto das Emas
Quando já passa das 20h e um menino bate na porta em busca de um livro, Luiz Rodrigues de Lima fica feliz da vida. A biblioteca é pra isso mesmo. Não tem hora para precisar de livro. Lima aprendeu a ler aos 33 anos. Hoje, aos 46, não quer que ninguém da redondeza deixe de exercitar, por conta da falta de livros, uma das práticas que mais o fascina. O técnico em ar-condicionado reformou a casa, construiu um segundo andar e transformou parte do quarto em que dormia com a mulher em biblioteca. Ali, não há espaço para sentar e ler, por isso os livros estão catalogados e os frequentadores são convidados a levar os volumes para casa. Machado de Assis tem prateleira especial porque é o preferido de Lima, mas divide o espaço dos 4 mil livros com toda a literatura brasileira e uma boa leva de publicações didáticas. A iniciativa fez tanto sucesso que Lima exportou a ideia para outras cidades e estados. Já ajudou a montar seis bibliotecas no Distrito Federal e outros estados, todas com livros doados que guarda na casa de um amigo em Santa Maria. “Cansei de ouvir gente falando ‘Luiz, vou parar de estudar porque não tenho como comprar livro’”, confessa. A primeira biblioteca comunitária de Lima nasceu em Santa Maria, onde morava em 2002. Quando se mudou para o Recanto das Emas, trouxe junto a ideia.

Biblioteca Luiz Lima — Brazlândia
Inspirado na ideia de Luiz Rodrigues de Lima, Geraldo Marques Damas reformou uma sala de uma igreja da Assembléia de Deus em Brazlândia para receber a pequena biblioteca comunitária de 8 mil livros. “Meu objetivo é um trabalho social, divulgar e fazer com que as pessoas tenham uma prática da leitura principalmente nos assentamentos próximos, onde as pessoas enfrentam muitas dificuldade”, explica Damas. O espaço será batizado com o nome de Lima, que ajudou na doação de livros. “Ainda estamos em processo de catalogação, mas não temos restrição de assunto”, avisa Damas, que comemora o lote de 2 mil livros didáticos da biblioteca.

Biblioteca Casa da Memória da Arte Brasileira — Granja do Torto
Luiz Costa saiu de Serra dos Aimorés, no Espírito Santo, aos 12 anos. Chegou a Brasília em 1969. O pai vendeu a roça para ser vigia de bloco na capital. Para o jovem Costa, os planos de um concurso público já estavam traçados. Acontece que o rapaz desenhava e pintava muito bem. Não aguentou a ideia de uma repartição e desviou a própria trajetória. Virou pintor. Quando conseguiu construir uma obra capaz de sustentar a mulher e os dois filhos, começou então a investir em projeto maior. A biblioteca instalada num espaço de 350 m² no quintal da casa, que serve também de ateliê, é exclusivamente dedicada à arte brasileira. Tem um pouco de tudo relacionado ao tema, de catálogos de exposições até livros de luxo, passando, claro, pela literatura especializada e crítica. “Só a arte não me satisfez. Sempre fui muito zeloso pela pintura brasileira, que é muito mal cuidada”, conta. “Temos perto de 3 mil volumes focados em arte brasileira.” Costa atende somente com hora marcada e gosta especialmente do público infantil. Pensando nas crianças, montou uma estrutura para oferecer aulas e promover palestras. “Normalmente, quem leva são as escolas particulares. Aproveito e dou uma palestra sobre a responsabilidade e o privilégio de ter nascido ser humano e depois entro na arte, na pintura e na ecologia. Isso virou um hobby”, avisa. A coleção de livros deve ser consultada no local e o artista vai entrar com pedido no Ministério da Cultura para transformar a biblioteca em ponto de cultura. Costa conseguiu reunir exemplares preciosos como uma enciclopédia dedicada a esmiuçar os acervos dos mais importantes museus brasileiros. Ele mesmo compra os livros ou troca por pinturas.

Biblioteca Comunitária do Bosque — São Sebastião
Quando mudaram para São Sebastião, em 1999, Dilma de Fátima Mendes e Sebastião José Borges ficaram preocupados com a carência de lugares destinados à cultura e o índice de reprovação nas escolas locais. Sete anos depois, montaram a Biblioteca Comunitária do Bosque. Com o salário de vigilante e o de doméstica, Sebastião e Dilma alugaram um espaço e colocaram uma coleção de livros doados. Depois de quase quatro anos, o aluguel pesou no orçamento e a biblioteca foi transferida para a garagem da casa. Hoje, as prateleiras do casal abrigam mais de 10 mil livros, a maioria de didáticos. “Para manter a biblioteca ,faço bazares com doações”, avisa Dilma. “Quando o jovem está inserido na cultura e no estudo, não se envolve com delinquência”, diz Borges.

Fonte: Correio brasiliense - Por Nahima Maciel

sábado, 7 de novembro de 2009

Ajude seu filho a gostar de ler

Uma das preocupações atuais com relação às crianças é como fazê-las se interessar pela leitura, uma vez que o mundo de hoje exige cada vez mais das pessoas a habilidade de ler, compreender e refletir o que foi lido.
O primeiro fator para aproximar uma criança da leitura é ter livros à disposição. Uma casa em que livros são tratados como tesouros, sem que a criança tenha permissão para tocá-los, irá transformar o livro em algo tão solene quanto chato. E não contribuirá para que ela desenvolva o gosto pela leitura.
Dê o exemplo! Pequenas atitudes dos pais podem contribuir para que o filho se aproxime ou se distancie dos livros. Mesmo que você não tenha o hábito da leitura, evite criticar que lê ou desprezar os livros. Por outro lado, se gosta de ler, demonstre isso para seu filho!
Comente com ele uma passagem mais interessante, leia um trecho bonito ou emocionante.
Essas iniciativas no interesse dos pequenos pelos livros. Apesar de não no darmos conta, as crianças estão muito atentas ao que fazemos, principalmente àquilo que fazemos quando acreditamos que elas não estão prestando atenção...
Quanto à escolha dos livros, existem muitas alternativas. Para iniciar as crianças na leitura, um dos melhores autores é o nosso Monteiro Lobato. As histórias passadas no Sítio do Pica-pau Amarelo são divertidas, cheias de aventuras e de diálogos inteligentes. Entre os autores nacionais, temos também as obras de Ziraldo, Ruth Rocha... São todas obras com muito humor e que, juntamente com a leitura agradável, enriquecem muito o vocabulário da criança.
O mundo de hoje exige pessoas com habilidade em ler, compreender e refletir sobre o que foi lido”.
Matéria escrita pela amiga e colaboradora Valquiria e gentilmente cedida para o nosso blog

sábado, 31 de outubro de 2009

Biblioteca Comunitária Ler é Preciso

Realizado em parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o projeto Biblioteca Comunitária visa incentivar e fortalecer a articulação entre os atores sociais das comunidades a partir de suas participações na implementação do projeto. A Biblioteca é um espaço privilegiado de acesso ao livro e ao conhecimento, que contribui para a formação continuada dos indivíduos e o desenvolvimento de competências de leitura e escrita, essenciais à emancipação e ao protagonismo.
Atualmente, 80 Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso foram implantadas, em oito estados (Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo):
- 128.381 livros novos doados e 2.022 cursistas formados;
- 2 Bibliotecas Comunitárias revitalizadas (Salesópolis e Paraibuna - SP), com 3.119 livros novos e 55 cursistas formados;
- 947 professores formados nos cursos de Auxiliar de Biblioteca e Promotor de Leitura;
- 22 Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso localizadas em escolas;
- 1 Biblioteca Comunitária Ler é Preciso localizada em Cooperativa de Materiais Recicláveis - Coopamare;
- Público atendido: em média 500 usuários/mês em cada biblioteca.
As Bibliotecas são implantadas, prioritariamente, em locais com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), altos indicadores de violência, e que possibilitem o estabelecimento de parcerias, preferencialmente dentro de escolas públicas, com a contrapartida de que sejam abertas à comunidade. O projeto oferece acervo de mil títulos, sendo 30% do acervo decidido junto com a comunidade, equipamento de micro-informática para gestão do acervo e cursos de formação para agentes promotores de leitura e auxiliares de biblioteca
(80% formado por professores), com o objetivo de disponibilizar conhecimento para a organização e para a implementação de ações que promovam a leitura e tornam a biblioteca viva.
As Bibliotecas são, antes de mais nada, um projeto para a criação de política pública e dinamização de ações de leitura locais. Nenhuma delas é implantada sem que haja um compromisso expresso, e garantido juridicamente, do órgão público local ou estadual, e a manutenção e renovação dos acervos, previamente definidas em orçamento público anual.

Patrocinadores: Avon, CSN, CRVD, FCA, Holcim, Philips, Politeno, Suzano Petroquímica, Suzano Papel e Celulose, Oi Futuro, JHSF, Telefônica, Satipel e Videolar.

Fonte: http://www.ecofuturo.org.br/programa_ler_e_preciso/educacao_cultura/programa_ler/bibliotecas-comunitarias

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bons Amigos


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.

Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.

Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.

Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.

Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.

Porque amigo sofre e chora.

Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.

Porque amigo é a direção.

Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.

Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.

Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,

Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


Machado de Assis - Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, faleceu em 29 de setembro de 1908

Fonte internet.

domingo, 11 de outubro de 2009


Bom dia de domingo a todos quanto possam estar nos visitando neste momento.


A cerca de 2(dois) meses na nossa tv local em Santos, A TV Tribuna, uma das afiliadas da rede Globo, passou em 3(três) sábados consecutivos no programa "Rota do Sol", uma série que me chamou demais a atenção. Uma produção sobre a cidade de Conservatória, se nunca ouviram falar procurem. É pequenina mas exala música no ar, esta cidadezinha de clima frio que se situa na encosta da serra no estado do Rio de Janeiro, quase divisa com Minas Gerais.
Uma local bem charmoso onde a princípio se imagina ser habitada somente por idosos, já que é conhecida como "a capital das serenatas e serestas", músicas melodiosas, semelhantes às trovas, que são apresentadas nos finais de semana e atraem muitos turistas.

O que me fascinou mesmo além das serestas que acontecem é o grande número de crianças e jovens que desde cedo se interessam por aprender a tocar os instrumentos e a cantar músicas antigas... aquelas bem mais conhecidas por nossos pais e avós.

Tudo muito bonito, chegando mesmo a emocionar.

Os voluntáros são moradores da cidadezinha que os ensina com muito amor e dedicação, e as aulas acontecem nas praçinhas ao ar livre!



Assim como Serra Negra a cidade de Conservatória vive do turismo local, com venda de artesanato e o encantamento maior que é a música em forma de serenata que invade as ruas noite a dentro sob o luar estrelado ou a chuvinha que cai, assim como a seresta nos cafés e bares locais. Também é muito comum ver a apresentação de corais se apresentando na cidade conforme seu calendário de eventos.



Muito legal não é mesmo?



Mais uma sugestão para as pessoas de boa vontade que possuem o dom de ensinar...e desejem se voluntariar formando quem sabe um grupo pequeno de violão, canto ou qualquer outra arte ligada ao belo!
Caso alguém de Serra Negra tenha interesse de inciar um projeto parecido fale conosco.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

"Da gente que eu gosto"

Mário Benedetti é o autor de um texto intitulado "DA GENTE QUE EU GOSTO", que deve ser lido com atenção e daí retirar as ilações devidas.
Cumpre-me partilhar o texto pois vale a pena pensar nisto:

Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. A gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.
Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.
Eu gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom ânimo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.
Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. Da gente que tem tato.
Gosto da gente que possui sentido de justiça. A estes chamo de meus amigos.
Eu gosto da gente que sabe a importância da alegria e a pratica.
Da gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor. Da gente que nunca deixa de ser animada.
Eu gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.
Eu gosto da gente de critério, a que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo. De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los. De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções.
Eu gosto da gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereotipo social, nem como se apresentam. De gente que não julga, nem deixa que outros julguem. Gosto de gente que tem personalidade.
Eu gosto da gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração. A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.
Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida... já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído. Impossível ganhar sem saber perder. Impossível andar sem saber cair. Impossível acertar sem saber errar. Impossível viver sem saber reviver.
A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.
E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILEGIO DE PODER EXPERIMENTAR.
Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...

Mario Benedetti (Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920Montevidéu, 17 de maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema. Fonte biográfica: Wilkipédia

Recebí este texto de presente de uma grande amiga que falou ser todo ele a minha cara. Imagina eu...com tanto ainda a aprender... então decidi postá-lo aqui e no meu blog pessoal...grande lição de carater e transparência. Cássia

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Uma biblioteca sem livros - Será este o nosso futuro próximo?

Com 144 anos de tradição, uma instituição de ensino da região de Boston, EUA, a Cushing Academy, decidiu encerrar as actividades da sua velha biblioteca.
Parece muito radical numa visão conservadora, mas a Cushing Academy está a desfazer-se de todo o seu acervo bibliográfico com mais de 20 mil livros impressos, para dar lugar a uma biblioteca considerada dentro dos padrões do século XXI. Metade desses livros já foram doados, como romances, poesias, biografias, etc.
Nas palavras do director da instituição, James Tracy, o suporte em que se baseia um livro está desfasado, e por isso tomou esta decisão com o objectivo de fazer um profundo upgrade tecnológico.

No lugar das estantes de livros, o intuito é construir uma biblioteca virtual onde os estudantes poderão utilizar e-books, laptops e ecrãs com projecção de conteúdos da internet. No lugar do balcão de referência, haverá uma pequena cantina e uma máquina de capuccino de US$ 12.000.

É caso para perguntar, será este o futuro próximo das bibliotecas? Irão os livros em papel desaparecer da face do nosso planeta? O que é certo é que a tecnologia avança, diariamente, a um ritmo alucinante. Agora, outra questão que se coloca é a seguinte: onde irão parar todos os livros que forem descartados das bibliotecas? Enfim...

Matéria publicada pelo Grupo Bibliotecários e enviada por e-mail ao Valdo

Maioria dos museus está concentrada na Região Sudeste

Entre 2005 e 2006 cresceu em 7% o número de municípios brasileiros que têm museus.
São 1.496 unidades espalhadas em 1.219 cidades, a maior parte concentrada em São Paulo (410), no Rio Grande do Sul (358), em Minas Gerais (308) e no Rio de Janeiro (194). Na outra ponta está Roraima, com apenas três museus.
Os dados são do Anuário de Estatísticas Culturais do País 2009, divulgado neste mês pelo Ministério da Cultura. No país, 21,9% dos municípios têm pelo menos um museu.
A melhor distribuição está no Rio Grande do Sul, onde 46,17% das cidades contam com esse centro de conhecimento. Em seguida aparecem o Rio de Janeiro (42,39%), Santa Catarina (38,91%) e o Espírito Santo (34,62%).
A situação é um pouco melhor em relação às bibliotecas públicas: 89% dos municípios declararam ter pelo menos uma em funcionamento. O Rio de Janeiro e Espírito Santo são os únicos estados em que 100% das cidades possuem o equipamento. Pernambuco aparece em segundo lugar com 97%, seguido de Mato Grosso do Sul com 96,15%. O Amazonas ocupa a última posição com apenas 59,68%.
De acordo com o secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, José Luiz Herencia, a meta da pasta é zerar o número de municípios sem biblioteca pública até o fim de 2009. Em números absolutos, são 4.951 bibliotecas. Minas Gerais é o estado com o maior número, com 793. Quatro estados do Sul e Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná) concentram quase a metade das bibliotecas públicas do país.
Grupo Bibliotecários
Matéria publicada e enviada por e-mail ao Valdo

Biblioteca Digital Mundial

Esta matéria é fantástica...não deixem de ler e acessar o site.
Uma verdadeira jóia

Envio-vos o arquivo cultural mais importante que já recebi!!!
A NOTÍCIA DO LANÇAMENTO DO WDL NA INTERNET....A BILBIOTECA DIGITAL MUNDIAL. Grande presente da UNESCO PARA A HUMANIDADE!!!!
Especialmente para "OS JOVENS".
Já está disponível na internet, através do site http://www.wdl.org/
Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. Tem, sobretudo, um caráter patrimonial, antecipou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.
A BDM não oferecerá documentos atuais, senão “com valor patrimonial, que permitam apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em nos seguintes idiomas: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos online em mais de 50 idiomas”.
“Entre os documentos mais antigos, há alguns manuscritos pré-colombianos, graças a contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei da Espanha em 1562”, explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyrakumanto darani, um documento japonês publicado no ano de 764, considerado o primeiro texto impresso da história; há também um relato dos astecas que constitui a primeira menção ao Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de árabes científicos desvendando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e estelas chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e da célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Fácil de navegar, cada jóia cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação de seu conteúdo e significado. Os documentos foram escaneados e incorporados em seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre ela o PORTUGUÊS.
A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi desenvolvida para receber um número ilimitado de textos, gravuras, mapas, fotografias e ilustrações.
Como aceder ao local global: Embora seja apresentada oficialmente neste domingo, dia 27 de setembro na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível, através do site http://www.wdl.org/. O acesso é gratuito e os usuários podem acessar diretamente pela Web, sem necessidade de registrar-se. Quando alguém clica no endereço http://www.wdl.org/, tem a sensação de tocar com as mãos a história universal do conhecimento. A BDM permite ao internauta orientar sua busca por épocas, lugares geográficos, tipos de documentos e instituições. Como os documentos foram escaneados em seu idioma original é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Loann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se folhear as páginas de um livro, aproximar e distanciar o texto e movê-lo em todos os sentidos. A excelente qualidade das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa. Entre as jóias contidas neste momento na BDM, está a Declaração da Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de vários países; o diário de um estudioso de Veneza que acompanhou Fernando de Magalhães em sua viagem ao redor do mundo; o original das “Fábulas” de Lafontaine, o primeiro livro em espanhol e tagalog, publicado nas Filipinas, A Bíblia de Gutenberg, e umas pinturas rupestres africanas, datadas de 8.000A.C.
Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: America Latina e Oriente Médio: Isso se deve a participação ativa da Biblioteca Nacional do Brasil, a Biblioteca Alexandrina do Egito e a Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi calcada no projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos online. Seus responsáveis afirmam que a BDM é, sobretudo, destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste este site vai muito mais além da incitação ao estudo das novas gerações, que vivem em um mundo audiovisual. Este projeto é tampouco um compêndio da história online: é a possibilidade de aceder, intimamente e sem limite de tempo, ao exemplar inestimável, inacessível, único, que alguém alguma vez sonhou em conhecer.

Wilma Nóbrega
Bibliotecária Grupo Bibliotecários
Esta matéria foi publicada e enviada por e-mail ao Valdo.