Um sonho a se realizar!

Na verdade, as Bibliotecas são instrumentos de Paz, pois reúnem a juventude, de forma bem eficaz.
Quem frequenta uma biblioteca, muda de opinião, aprende e se satisfaz.
O projeto Biblioteca, tem essa finalidade: trabalhar para construir, uma nova sociedade, como cidadãos
conscientes, mais finos, mais eloquentes, com mais força e mais vontade.

As bibliotecas na verdade, promovem mudança e, com isso,
a juventude enaltece, dando apoio e confiança, pois a boa educação, começa com a atenção que damos as crianças.

Viva pois a BIBLIOTECA, um Projeto que está modificando a nossa comunidade, porque só a educação
pode dar ao cidadão, CONSCIÊNCIA E LIBERDADE!


Por Valdek de Garanhuns - Poeta de Cordel



segunda-feira, 7 de junho de 2010

O resgate do prazer da leitura

Por Carolina Monteiro, Jornal do Brasil

RIO - Educadores ensinam como estimular crianças a trocarem diversões cibernéticas por livros
A leitura é um estímulo para a criatividade e um meio de conhecer lugares e culturas. Mas, em meio a computadores, televisão e brincadeiras, nem todas as crianças têm vontade de ler livros. Cabe, então, aos pais e educadores encontrar meios de incentivar seus filhos e alunos a consumirem produtos literários. Para Lucilia Soares, da Fundação Nacional do Livro Infanto e Juvenil, a solução é simples:
– Não tem muito mistério, você estimula a leitura lendo. Lendo com as crianças, para elas, e propiciando o acesso delas ao livro.
Pensando nisso, o Colégio Faria de Brito, no Recreio dos Bandeirantes (Zona Oeste), organizou uma atividade voltada para alunos e familiares: o debate "A leitura de livros em tempos de popularização da internet no Brasil" para discutir com pais e alunos maneiras para não transformar em inimigos o acesso à rede e os livros.
– O ideal é que estas crianças consigam usar a linguagem própria no computador e também serem capazes de escrever um bom texto com as normas cultas vigentes – explica Lucilia. – Da mesma forma, ele vai poder escrever um bilhete uma carta ou bilhete para um amigo em linguagem informal. Não existe rivalidade.
Além do evento, a escola está reformando suas bibliotecas, para que sejam um atrativo a mais para a leitura.
– Não adianta ter uma biblioteca cheia de livros didáticos. Por isso, fizemos uma limpeza, para aproveitar os livros bons e também deixar algumas prateleiras vazias, para estimular que sejam preenchidas – conta o professor Carlos Barros, responsável pelas políticas de leitura nas três escolas da rede.
Responsabilidade dividida
Mas, para transformar a leitura em prática cotidiana, não adianta deixar toda a responsabilidade sobre a escola. Os pais têm de dar exemplo, lendo, e colocando os filhos em contato com os livros. Luciana Nicolazzi, mãe de Juliana, 8 anos, começou cedo. Quando ainda estava grávida, ela já lia para a filha.
– Agora, para tirar um pouco o foco da televisão, na hora de colocá-la para dormir eu leio histórias – conta.
Fernanda Carvalho, mãe de Luísa, 9 anos, e Gabriel, 8, dá outra dica, além de ler para os filhos desde cedo, comprava livros de fácil leitura para que eles conseguissem ler sozinhos na fase de alfabetização. Deu certo. Luísa gosta de livros de aventuras. Gabriel já está lendo o segundo volume da série Harry Potter.

domingo, 6 de junho de 2010

País precisará de 25 bibliotecas por dia para cumprir nova lei

Agência Brasil

Municípios e estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada na semana passada que determina que toda a escola deve ter uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida.

O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. “Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo”, compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação.
O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e 3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio, etapa em que o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.

Norberto defende que, além da ação dos gestores, será necessário o envolvimento de toda a sociedade no desafio. “A lei é uma direção, mas ela não faz nada. Nós, sociedade, é que devemos fazê-la funcionar. A tarefa não é só dos gestores, imagine se cada empresário doasse um acervo para uma escola, em dois anos o problema estava resolvido”, diz.

Na comparação entre as redes de ensino, a situação é pior nos colégios municipais, que contam com menos bibliotecas do que as escolas estaduais. O estudo do Todos pela Educação chama a atenção para outro fator que pode dificultar o cumprimento da lei: faltarão profissionais qualificados para trabalhar nesses espaços.

A legislação estabelece que as bibliotecas devem ser administradas por especialistas da área – os bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6 mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil escolas de educação básica.

Para Norberto, com a entrada obrigatória das crianças na educação infantil aos 4 anos, estabelecida por lei no ano passado, e a implantação das bibliotecas, os alunos vão aprender a ler mais cedo. "É uma mudança radical e positiva. Daqui a dez anos, as crianças vão estar alfabetizadas aos 8 anos, é um futuro muito melhor", afirma.
Enviado por Valdo

sexta-feira, 28 de maio de 2010

70% escolas rurais não têm biblioteca e metade não tem diretor, diz pesquisa

* Pois é amigos...tanto se fala sobre a educação no nosso amado país, porém nada mais me surpreende...leiam esta matéria publicada no Estadão em 20/05/10. Apenas não entendi porque o estado de SP não entrou nesta pesquisa enfim...


Entre os resultados, surgiu a constatação de que somente 32% das escolas têm banheiros adequados.

Mais de dois terços da escolas rurais brasileiras não contam com bibliotecas, e metade delas sequer tem diretor, diz pesquisa sobre a educação no campo realizada pelo do Ibope e pelo Instituto Paulo Montenegro para a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

A pesquisa foi realizada em escolas de dez Estados brasileiros: BA, DF, MG, MT, PA, PE, PR, RJ, RS, e TO. Em cada uma das cinco regiões do Brasil foram escolhidos dois Estados, o que contava com o melhor resultado no Índice de Desenvolvimento do ensino Básico (Ideb) e com o pior resultado.

Entre os resultados, surgiu a constatação de que somente 32% das escolas têm banheiros adequados. Em 76%, o mimeógrafo ainda é um importante instrumento de apoio ao ensino. Em 66% das escolas não há computador; 74% não têm máquina fotocopiadora, 56% não têm televisão, videocassete ou aparelho de DVD.

Durante a pesquisa, foi aplicada a Prova Brasil em 50 Escolas. A média das notas ficou 10 pontos abaixo da média nacional em Língua Portuguesa e 34 pontos a menos em Matemática. Quanto mais pobre a família, pior é o resultado da avaliação. Em alunos da classe E, por exemplo, o resultado da Prova Brasil foi 50 pontos mais baixo do que a média nacional.

O estudo envolveu escolas com classes multisseriadas, ou seja, com crianças de idades diferentes e que estão em séries diferentes.

A pesquisa identificou que muitas vezes, o professor é obrigado a desempenhar múltiplas tarefas: além de ensinar, tem que limpar a sala e preparar a merenda.

Na área rural, há quase seis milhões de alunos matriculados no ensino básico regular e aproximadamente 53 mil escolas, mas quase 50% delas têm só uma sala de aula. Em todo o Brasil, há 107 mil escolas e cerca de 53 milhões de alunos no ensino básico, somando as áreas urbana e rural.

Fonte internet: http://www.estadao.com.br/educacao/

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ouvir Estrelas



"Ora (direis) ouvir estrelas!
Certo Perdeste o senso!"
E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Olavo Bilac

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Bibliotecas escolares passarão a ser obrigatórias

Dentro de no máximo 10 anos, deverá haver uma biblioteca escolar em cada instituição de ensino do país, pública ou privada. A obrigatoriedade está prevista no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 324/09, cujo relator foi o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi aprovado em decisão terminativa, nesta terça-feira (13), pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Segundo o projeto, considera-se biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura. No que diz respeito ao acervo de livros, deverá haver pelo menos um título para cada aluno matriculado. E os sistemas de ensino, ainda de acordo com a proposta, promoverão "esforços progressivos" para alcançar a universalização das bibliotecas escolares.

- Este projeto só tem dois defeitos: demorou tantas décadas para ser aprovado e estabelece um prazo longo para sua execução. Os sistemas de ensino poderiam reduzir de 10 para cinco anos o prazo de instalação das bibliotecas - sugeriu Cristovam, ao apresentar seu voto favorável à proposta.

Em seu texto, o relator lembrou que o Brasil tem uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes, enquanto a vizinha Argentina tem uma biblioteca para cada 17 mil habitantes. O senador citou ainda pesquisa promovida pelo Ibope, segundo a qual o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano - cifra que cai para 1,3 quando se excluem os livros didáticos. Nos Estados Unidos e na França, a média é de 10 livros por ano.

Entre os motivos para o baixo índice de leitura no Brasil, Cristovam mencionou a existência de 10% de adultos analfabetos e o elevado custo dos livros. Citou ainda dados do Ministério da Educação, segundo os quais 68% das escolas públicas do país não dispõem de biblioteca.

- A verdade é que as classes educadas do Brasil já estão chegando à época digital, com os e-books, enquanto as camadas sem acesso à educação ainda não entraram no tempo de Gutenberg, quase 600 anos depois que ele inventou a imprensa - comparou.

Ao apoiar o projeto, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) elogiou iniciativas da própria sociedade no sentido de estimular a leitura, como a implantação de bibliotecas informais em pontos de ônibus e até mesmo em um açougue, como ocorre em Brasília (DF). Por sua vez, o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) elogiou a realização da Feira do Livro de Porto Alegre, que recebe cerca de 700 mil visitantes a cada ano, e pediu que as novas bibliotecas escolares também ofereçam acesso à comunidade - e não apenas aos alunos.

Dezenas de bibliotecárias e de estudantes de Biblioteconomia que acompanharam a reunião aplaudiram a aprovação do projeto. Na opinião da diretora da Biblioteca Central da Universidade de Brasília, Sely Costa, que compareceu à reunião, este pode ser considerado um grande passo em direção à maior difusão da leitura e do conhecimento.

- É uma vitória enorme para um país como o nosso. Seremos um dos poucos países em desenvolvimento a contar com uma lei que torna obrigatória a existência de bibliotecas nas escolas - afirmou Sely, que defendeu ainda a oferta de cursos a distância para tornar possível a formação de um maior número de bibliotecários em todo o país.

Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=100969&codAplicativo=2

Livro digital: Primeiro leitor nacional sai em junho para fins didáticos


Para o mercado didático, a Mix tecnologia vai lançar em junho o primeiro leitor digital fabricado no país, o Mix Leitord. O diretor da empresa, Diego Mello, destaca que o equipamento pode ser útil para alunos e professores, com livros didáticos e acompanhamento de notas e trabalhos.

Estamos desenvolvendo uma ferramenta educacional. O aluno pode fazer teste no Mix Leitor-d, que vai ter respostas comentadas. Além de poder trocar conteúdo com professor e audios explica.

Mello conta que a empresa está fechando contrato com dez instituições de ensino, entre colégios, faculdades e universidades. Outra vantagem para os alunos, segundo Mello, é a durabilidade da bateria que funciona para 8 mil trocas de páginas.
'O estudante tem a facilidade de ter os livros, textos, dicionário, agenda e calendário em um
aparelho leve, com bateria longa'.

Outra função para o leitor digital brasileiro, segundo Mello, é o uso jurídico. Ele contou que o e-book pode reunir as leis e, se for vinculado a um tribunal de Justiça, o magistrado pode consultar
processos e arquivos.

Acadêmicos ganham e-book Para o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marcos Vilaça, os livros digitais servem como mecanismo de aproximação dos jovens com a leitura, que gostam de tecnologia.

Vilaça conta que cinco e-books foram sorteados em março para os acadêmicos conhecerem o equipamento.

Acho muito prático o livro digital. Para viagens é muito cômodo não carregar o peso de vários livros. mas sinto falta do cheiro de papel.
Todo mês quero distribuir mais cinco unidades até que todos os 40 membros da ABL tenham o livro digital.

Quero que eles usem e digam o que acharam.

Segundo Vilaça, há possibilidade de passar as obras dos acadêmicos para o formato digital, mas momento é de adaptação à novidade, mas acho que é um ótimo aparelho, que deve atrair muito leitores', avalia.

No Brasil, cerca de 146,4 milhões de brasileiros (85% da população estudada) afirmam ter pelo menos um livro em casa.

Domingo, 28 de Março de 2010

Por: Sergio M. C. Velho
bibliotecarios@grupos.com.br

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/leiajb/2010/03/28

Biblioteca de NY vira refúgio durante a crise econômica

Por Lúcia Guimarães, de O Estado de S. Paulo

Qual é o local mais visitado do planeta? Acertou quem respondeu Times Square, o coração de Manhattan que recebe uma média de 35 milhões de visitantes por ano. A estatística é imprecisa e pode ser questionada. Mas, qual a instituição que atraiu mais visitantes na região metropolitana de Nova York em 2009 e é mais frequentada do que todas as outras atrações culturais e esportivas somadas? A Biblioteca Pública de Nova York.
Veja o 'Rose Reading Room', Sala de Leitura da Biblioteca Pública de NY


A casa recebeu 40 milhões de visitas em 2009; NY tem 8 milhões de habitantes. E, se o leitor está coçando a cabeça com a ideia de que o desemprego e a recessão transformaram os nova-iorquinos em diletantes, pense de novo. Imagine a economia com a conta de aquecimento a óleo se é possível enfrentar o desemprego em pleno inverno no calor aconchegante de uma sala de leitura? E se o funcionário da biblioteca pode ajudá-lo a escrever um currículo e tem conhecimento suficiente para informar quais as áreas que estão contratando? O crash de setembro de 2008 encheu as bibliotecas americanas não só de desempregados como também de crianças cujos pais perderam acesso a babás e programas pós-escolares. Veja no vídeo desta entrevista com Paul LeClerc, disponível no Portal Estadão, como se criou o culto à biblioteca na vida americana e como a Biblioteca de NY adaptou programas para ajudar a população a enfrentar a crise.

O homem elegante, como convém a um acadêmico especializado em literatura francesa, desliza ao nosso encontro na mais bela sala de leitura da América do Norte. Paul LeClerc não dá sinais de que está em contagem regressiva para deixar o cargo que ocupa há 16 anos e vai abandonar só após as comemorações do centenário da biblioteca, em maio de 2011. A sala restaurada em 1998 é um dos maiores espaços sem colunas de sustentação do país. A Rose Reading Room, na sede da biblioteca, foi rebatizada com o nome do casal de filantropos que bancou a restauração, Frederick e Sandra Rose. No salão revestido de carvalho, ao contrário do imenso interior da estação Grand Central, o outro refúgio para as massas em Manhattan, o barulho mais importuno é o arrastar de cadeiras. Conheça, em outro vídeo do portal, o interior da Rose Reading Room.

LeClerc é um dos personagens centrais da transformação digital de arquivos na passagem do século. Ele tomou decisões importantes, navegando entre debates filosóficos, tecnológicos e jurídicos. A primeira decisão foi a de começar o processo digital por imagens. A galeria digital da biblioteca é um sucesso, acessada mais de 7 milhões de vezes por mês por internautas que podem baixar qualquer uma de suas 700 mil imagens de domínio público para fins não comerciais.

Há cinco anos, a biblioteca se juntou ao Google no processo de digitalização de 300 mil livros em domínio público. No ano passado, a instituição "emprestou" livros digitais mais vezes - cerca de 350 mil além do que qualquer outra biblioteca americana, para leitores de 220 países e territórios. Os leitores usam um software para baixar o livro na íntegra e a obra desaparece no fim do empréstimo de três semanas. Mas LeClerc admite que a questão do copyright e da produção contemporânea está longe de resolvida.

Mas, se disputas sobre direitos autorais podem ter uma solução negociada, outra ausência de consenso assusta mais o presidente da biblioteca nova-iorquina. É o dilema sobre a preservação da cultura daqui para frente, qual a tecnologia digital que vai se mostrar duradoura e economicamente viável. Ele aponta para a coleção de papel à sua volta e diz: "Temos uma Bíblia do Guttenberg de 1452. Está em boas condições e podemos preservá-la por pelo menos mais 500 anos."

"Uma das maiores questões enfrentadas por qualquer país avançado, inclusive o Brasil, é como preservar a informação produzida de forma digital", diz. Ele não está pensando no futuro imediato e sim no próximo milênio. "Vivemos num ambiente em que a informação já nasce digital. Então, como preservar esta cultura? Como é que uma pessoa que tentar escrever a história social e econômica do seu país ou do meu vai encontrar a informação? O fato é que não temos solução para este problema."

Pergunto se o avanço da internet pode enfraquecer o papel da biblioteca pública nas economias emergentes. "É só olhar para o enorme sistema de Hong Kong, os investimentos feitos por chineses e também em Cingapura, que tem o maior tráfego de biblioteca do mundo, para confirmar que a aposta no capital humano continua a ser fundamental", argumenta. "Há cinco mil anos não inventam lugar melhor do que a biblioteca para democratizar o acesso ao conhecimento."

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,biblioteca-de-ny-vira-refugio-durante-a-crise-economica,523708,0.htm

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vale mais que um trocado...

Este artigo foi publicado na Revista Escola Gestão Escolar em abril de 2009, mas por ser muito interessante trago para o nosso blog:


Ambulantes, pedintes e moradores de rua não esperam só por dinheiro dos motoristas parados no sinal vermelho. Sem pagar pra ver, eu vi.

"Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?" Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão. A ideia surgiu de uma combinação com os colegas de NOVA ESCOLA: em vez de dinheiro, eu ofereceria um livro a quem me abordasse - e conferiria as reações.

Para começar, acomodei 45 obras variadas - do clássico Auto da Barca do Inferno, escrito por Gil Vicente, ao infantil divertidíssimo Divina Albertina, da contemporânea Christine Davenier - em uma caixa de papelão no banco do carona de meu Palio preto. Tudo pronto, hora de rodar. Em 13 oferecimentos, nenhuma recusa. E houve gente que pediu mais.
Nas ruas, tem de tudo. Diferentemente do que se pode pensar, a maioria dessas pessoas tem, sim, alguma formação escolar. Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizada só com moradores de rua e divulgada em 2008, revelou que apenas 15% nunca estudaram. Como 74% afirmam ter sido alfabetizados, não é exagero dizer que as vias públicas são um terreno fértil para a leitura. Notei até certa familiaridade com o tema. No primeiro dia, num cruzamento do Itaim, um bairro nobre, encontrei Vitor*, 20 anos, vendedor de balas. Assim que comecei a falar, ele projetou a cabeça para dentro do veículo e examinou o acervo:

- Tem aí algum do Sidney Sheldon? Era o que eu mais curtia quando estava na cadeia. Foi lá que aprendi a ler.

Na ausência do célebre novelista americano, o critério de seleção se tornou mais simples. Vitor pegou o exemplar mais grosso da caixa e aproveitou para escolher outro - "Esse do castelo, que deve ser de mistério" - para presentear a mulher que o esperava na calçada.

Aos poucos, fui percebendo que o público mais crítico era formado por jovens, como Micaela*, 15 anos. Ela é parte do contingente de 2 mil ambulantes que batem ponto nos semáforos da cidade, de acordo com números da prefeitura de São Paulo. Num domingo, enfrentava com paçocas a 1 real uma concorrência que apinhava todos os cruzamentos da avenida Tiradentes, no centro. Fiz a pergunta de sempre. E ela respondeu:

- Hum, depende do livro. Tem algum de literatura?, provocou, antes de se decidir por Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

As crianças faziam festa (um dado vergonhoso: segundo a Prefeitura, ainda existem 1,8 mil delas nas ruas de São Paulo). Por estarem sempre acompanhadas, minha coleção diminuía a cada um desses encontros do acaso. Érico*, 9 anos, chegou com ar desconfiado pelo lado do passageiro:

- Sabe ler?, perguntei.

- Não..., disse ele, enquanto olhava a caixa. Mas, já prevendo o que poderia ganhar, reformulou a resposta:

- Sim. Sei, sim.

- Em que ano você está?

- Na 4ª B. Tio, você pode dar um para mim e outros para meus amigos?, indagou, apontando para um menino e uma menina, que já se aproximavam.

Mas o problema, como canta Paulinho da Viola, é que o sinal ia abrir. O motorista do carro da frente, indiferente à corrida desenfreada do trio, arrancou pela avenida Brasil, levando embora a mercadoria pendurada no retrovisor.

Se no momento das entregas que eu realizava se misturavam humor, drama, aventura e certo suspense, observar a reação das pessoas depois de presenteadas era como reler um livro que fica mais saboroso a cada leitura. Esquina após esquina, o enredo se repetia: enquanto eu esperava o sinal abrir, adultos e crianças, sentados no meio-fio, folheavam páginas. Pareciam se esquecer dos produtos, dos malabares, do dinheiro...

- Ganhar um livro é sempre bem-vindo. A literatura é maravilhosa, explicou, com sensibilidade, um vendedor de raquetes que dão choques em insetos.

Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.

* os nomes foram trocados para preservar os personagens.

Fonte internet:
http://revistaescola.abril.uol.com.br/gestao-escolar/diretor/vale-mais-trocado-432764.shtml

terça-feira, 16 de março de 2010

Rede de Bibliotecas Escolares ganha prêmio

A Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba receberá o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil (ODM), do Governo Federal, que será entregue ao prefeito Beto Richa pelo presidente Lula no dia 24 de março, em Brasília. "É mais um importante reconhecimento à prioridade que a administração municipal tem dado à educação", disse Richa.

Implantada em 2005 pela Secretaria Municipal da Educação, a Rede conta hoje com 168 bibliotecas em escolas e nos Faróis do Saber e acervo de mais de 700 mil livros.

O Prêmio ODM Brasil tem a finalidade de incentivar ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pelo governo federal. No ano passado, a Prefeitura de Curitiba também ganhou o Prêmio ODM, com o programa Mãe Curitibana, da Secretaria Municipal da Saúde.

Nesta terceira edição, o Prêmio recebeu 1.477 práticas inscritas, sendo 785 de organizações da sociedade civil e 692 de governos municipais. São premiados 10 projetos em cada categoria. Os projetos foram avaliados por um comitê técnico de especialistas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). O programa Vitrine Social, da Fundação de Ação Social de Curitiba, ficou entre os 45 semifinalistas do prêmio 2010.

O prêmio é coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade. A coordenação técnica é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Os projetos brasileiros vencedores em 2010 vão integrar um banco de dados da internet que reúne iniciativas de países da América Latina sobre os ODM.

Para disputar o ODM, a Rede de Bibliotecas Escolares foi avaliada de acordo com os seguintes critérios: Impacto no Público Atendido, Participação da Comunidade, Parcerias, Potencial de Replicabilidade, Complementaridade, Integração com Outras Políticas e Contribuições para Alcance dos Objetivos do Milênio.

"Com investimentos e a abertura das bibliotecas formamos crianças participativas, críticas, presentes. Nossas bibliotecas não são santuários de livros, são santuários de crianças ativas, que querem e podem ter o melhor da educação", disse a secretária municipal da Educação, Eleonora Bonato Fruet. "Este Prêmio ODM é mais uma mostra de que estamos no caminho certo e comprova a qualidade dos profissionais da Rede Municipal de Ensino."

A Rede - antes de 2005, a Rede Municipal de Ensino contava com 45 Faróis do Saber e 23 bibliotecas em escolas. Com a implantação da Rede de Bibliotecas Escolares, em 2005, o número de unidades dedicadas à leitura e pesquisa passou para 168, com previsão de chegar a 190 até 2012.

Somente em 2009 começaram a funcionar 29 novas bibliotecas na Rede. O investimento da Prefeitura no projeto inclui a formação e a permanência de agentes de leituras capacitados em todas as unidades.

São 700 mil livros disponibilizados para empréstimo, além dos livros digitais e outras formas de acesso à leitura, cultura e informação que podem ser acessados pela internet.

O acesso ao acervo de livros pode ser feito de qualquer computador conectado à internet pelo portal www.cidadedoconhecimento.org.br , da Secretaria Municipal da Educação.
Basta clicar no link Rede de Bibliotecas, que está no menu de serviços do portal.

Nesta página, o usuário consultará a lista das bibliotecas mais próximas de casa, obterá o número do telefone para fazer reserva de horário para acesso gratuito à internet ou poderá procurar no sistema informatizado um livro que queira ler, digitando palavras-chaves, título, autor ou assunto.

Cuidado! na sua vida pode haver um dente de elefante.




Um pesquisador, durante sua estadia na Índia, ganhou do povo de uma aldeia um dente de elefante, como prova de reconhecimento por seu valioso trabalho naquela região. Muito agradecido, ele guardou o presente e continuou a sua jornada, pois restavam-lhe ainda seis países para visitar.

Como o dente de elefante é algo valioso, pois o marfim é um material muito caro e de alto valor comercial, o pesquisador passou a ter a preocupação de guardar o dente em lugar seguro e, nos transportes de um lugar para outro, ele mesmo o carregava para evitar o risco de extravio. Cada viagem se tornara um suplício.O dente de elefante tornara sua vida muito mais pesada.

Um dia, aguardando no aeroporto a chamada de embarque, foi até o toalete, deixando o valioso pacote junto de sua bagagem. Ao voltar, constatou o desaparecimento do mesmo. Na hora ficou desesperado, porém, não tendo mais tempo de procurá-lo pois já estava sendo chamado para vôo, teve de embarcar sem o dente de elefante. Foi nesse momento que ele percebeu como sua viagem havia se tornado mais fácil e mais leve sem todo aquele peso.

Há coisas em nossa vida que são verdadeiros "dentes de elefante". Passamos a valorizá-las e a carregá-las sem perceber que se tornaram um grande fardo.

Se na sua vida existe algum "dente de elefante", procure livrar-se dele e você se sentirá muito mais leve.

Fonte: extraído do livro "Para que minha vida se transforme"!

Este texto o Dr Roberto Almeida (amigo a advogado) enviou para o Valdo (meu papis)...bela mensagem...