Um sonho a se realizar!
Na verdade, as Bibliotecas são instrumentos de Paz, pois reúnem a juventude, de forma bem eficaz.
Quem frequenta uma biblioteca, muda de opinião, aprende e se satisfaz.
As bibliotecas na verdade, promovem mudança e, com isso,
Viva pois a BIBLIOTECA, um Projeto que está modificando a nossa comunidade, porque só a educação
Por Valdek de Garanhuns - Poeta de Cordel
O projeto Biblioteca, tem essa finalidade: trabalhar para construir, uma nova sociedade, como cidadãos
conscientes, mais finos, mais eloquentes, com mais força e mais vontade.
As bibliotecas na verdade, promovem mudança e, com isso,
a juventude enaltece, dando apoio e confiança, pois a boa educação, começa com a atenção que damos as crianças.
Viva pois a BIBLIOTECA, um Projeto que está modificando a nossa comunidade, porque só a educação
pode dar ao cidadão, CONSCIÊNCIA E LIBERDADE!
Por Valdek de Garanhuns - Poeta de Cordel
sábado, 12 de março de 2016
sábado, 15 de novembro de 2014
E para o aniversariante do dia estou postando o convite que ele recebeu da Câmara Municipal de Serra Negra/SP, onde no próximo dia 21/11 algumas pessoas receberão uma bela homenagem, o título de Cidadão Serrano, inclusive ele....
Parabéns pelo seu niver papito, desejo muito que estejam aproveitando a viagem, mas também te desejo saúde e disposição para aproveitar a vida com muita alegria...
Que tenhas paciência para lidar com as adversidades que são colocadas em nossas vidas como prova, para nos lapidarmos... Nunca deixe que motivos bobos estraguem a tua maneira descontraída de ver a vida! Que Deus esteja contigo em todos os momentos deixando mais leve e forte o teu caminhar. Aproveite suas "férias"....
Te amo infinitamente papito!

Parabéns pelo seu niver papito, desejo muito que estejam aproveitando a viagem, mas também te desejo saúde e disposição para aproveitar a vida com muita alegria...
Que tenhas paciência para lidar com as adversidades que são colocadas em nossas vidas como prova, para nos lapidarmos... Nunca deixe que motivos bobos estraguem a tua maneira descontraída de ver a vida! Que Deus esteja contigo em todos os momentos deixando mais leve e forte o teu caminhar. Aproveite suas "férias"....
Te amo infinitamente papito!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Caro professor –
Rubem Alves
Caro professor: compreendo a sua situação. Foi contratado para ensinar
uma disciplina e ganha para isso. A escolha do programa não foi sua. Foi
imposta. Veio de cima. Talvez tenha ideias diferentes. Mas isso é irrelevante.
Tem de ensinar o que lhe foi ordenado. Será julgado pelos resultados do seu
ensino e disso depende o seu emprego. A avaliação do seu trabalho faz-se por
meio da avaliação do desempenho dos seus alunos. Se, de uma forma sistemática,
os
seus alunos não aprenderem, é porque não tem competência.
O processo de avaliação dos alunos é curioso. Imagine uma pessoa que
conheça uma série de ferramentas, a forma como são feitas, a forma como
funcionam mas não saiba para que servem. Os saberes que se ensinam nas
escolas são ferramentas. Frequentemente os alunos dominam abstratamente os
saberes, sem entretanto conhecerem a sua relação com a vida.
Como aconteceu com aquela assistente de bordo a quem perguntei o nome de
um rio perto de Londrina, no norte do Paraná. Ela respondeu-me: Acho que é o São Francisco. Apanhei um susto. Pensei
que tinha apanhado o voo errado e que estava a chegar ao norte de Minas…
Garanto que, numa prova, a rapariga responderia certo. No mapa saberia onde se
encontra São Francisco. Mas não aprendera a relação entre o símbolo e a
realidade.
É possível que os alunos acumulem montanhas de conhecimentos que os
levarão a passar nos exames, sem saber para que servem. Como acontece com os
“vasos comunicantes” que qualquer pedreiro sabe para que servem sem,
entretanto, conhecerem o seu nome. O pedreiro seria reprovado na avaliação
escolar, mas construiria a casa no nível certo. Mas você não é culpado. Você é
contratado para ensinar a disciplina.
Cada professor ensina uma disciplina diferente: Física, Química,
Matemática, Geografia, etc. Isso é parte da tendência que dominou o
desenvolvimento da ciência: especialização, fragmentação. A ciência não conhece
o todo, conhece as partes. Essa tendência teve consequências para a prática da
medicina: o corpo como uma máquina formada por partes isoladas. Mas o corpo não
é uma máquina formada por partes isoladas.
Às vezes, as escolas fazem-me lembrar o Vaticano. O Vaticano, 400 anos
depois, penitenciou-se sobre Galileu e está prestes a fazer as pazes com
Darwin. Os currículos, só agora, muito depois da hora, estão a começar a falar
de “interdisciplinaridade”. “Interdisciplinaridade” é isto: uma maçã é, ao
mesmo tempo, uma realidade matemática, física, química, biológica, alimentar,
estética, cultural, mitológica, económica, geográfica, erótica…
Mas o facto é que você é o professor de uma disciplina específica. Ano
após ano, hora após hora, ensina aquela disciplina. Mas, como ser de dever, tem de fazer de forma competente aquilo
que lhe foi ordenado. A fim de sobreviver, faz o que deve devem submeter. O
pressuposto desse procedimento é que o saber é sempre uma coisa boa e que, mais
cedo ou mais tarde, fará sentido.
São sobretudo os adolescentes que, movidos pela inteligência da
contestação, perguntam sobre o sentido daquilo que têm de aprender. Mas
frequentemente os professores não sabem dar respostas convincentes. Para quê aprender o uso dessa ferramenta complicadíssima se não
sei para que serve e não vou usá-la? A única resposta é: Tens de aprender porque sai no exame – resposta
que não convence por não ser inteligente mas simplesmente autoritária.
O que está pressuposto, nos nossos currículos, é que o saber é sempre
bom. Isso talvez seja abstratamente verdade. Mas, nesse caso, teríamos de
aprender tudo o que há para ser aprendido – o que é tarefa impossível. Quem
acumula muito saber só prova um ponto: que é um idiota de memória boa. Não faz
sentido aprender a arte de escalar montanhas nos desertos, nem a arte de fazer
iglos nos trópicos. Abstratamente, todos os saberes podem ser úteis. Mas, na
vida, a utilidade dos saberes subordina-se às exigências práticas do viver.
Como diz Cecília Meireles: O mar é longo, a vida é curta.
Eu penso a educação ao contrário. Não começo com os saberes. Começo com
a criança. Não julgo as crianças em função dos saberes. Julgo os saberes em
função das crianças. É isso que distingue um educador. Os educadores olham
primeiro para o aluno e depois para as disciplinas a serem ensinadas. Os educadores
não estão ao serviço de saberes. Estão ao serviço de seres humanos – crianças,
adultos, velhos. Dizia Nietzsche: Aquele que é um mestre,
realmente um mestre, leva as coisas a sério – inclusive ele mesmo – somente em
relação aos seus alunos. (Nietzsche, Além do bem e do mal).
Eu penso por meio de metáforas. As minhas ideias nascem da poesia.
Descobri que o que penso sobre a educação está resumido num verso célebre de
Fernando Pessoa: Navegar é preciso. Viver não é preciso.
Navegação é ciência, conhecimento rigoroso. Para navegar, são
necessários barcos. E os barcos fazem-se com ciência, física, números, técnica.
A própria navegação se faz com ciência: mapas, bússolas, coordenadas,
meteorologia. Para a ciência da navegação é necessária a inteligência instrumental,
que decifra o segredo dos meios. Barcos, remos, velas e bússolas são meios.
Já o viver não é coisa precisa. Nunca se sabe ao certo. A vida não se
faz com ciência. Faz-se com sapiência. É possível ter a ciência da construção
de barcos e, ao mesmo tempo, o terror de navegar. A ciência da navegação não
nos dá o fascínio dos mares e os sonhos de portos onde chegar. Conheço um
erudito que tudo sabe sobre filosofia, sem que a filosofia jamais tenha tocado
a sua pele. A arte de viver não se faz com a inteligência instrumental. Ela
faz-se com a inteligência amorosa.
A palavra amor tornou-se maldita entre os educadores que pensam a
educação como ciência dos meios, ao lado de barcos, remos, velas e bússolas.
Envergonham-se de que a educação seja coisa do amor-piegas. Mas o amor –
Platão, Nietzsche e Freud sabiam-no – nada tem de piegas. O amor marca o
impreciso círculo de prazer que liga o corpo aos objetos. Sem o amor tudo nos
seria indiferente – inclusive a ciência.
Não teríamos sentido de direção, não teríamos prioridades. A
inteligência instrumental precisa de ser educada. Parte da educação é ensinar a
pensar. Mas essa educação, sendo necessária, não é suficiente. Os meios não
bastam para nos trazer prazer e alegria – que são o sentido da vida. Para isso é
preciso que a sensibilidade seja educada. Fernando Pessoa fala, então, na
educação da sensibilidade.
Educação da sensibilidade: Marx, nos Manuscritos de 1844,
dizia que a tarefa da História, até então, tinha sido a de educar os sentidos:
aprender os prazeres dos olhos, dos ouvidos, do nariz, da boca, da pele, do
pensamento (Ah! O prazer da leitura!). Se fôssemos animais, isso não seria
necessário. Mas somos seres da cultura: inventamos objetos de prazer que não se
encontram na natureza: a música, a pintura, a culinária, a arquitetura, os
perfumes, os toques.
No corpo de cada aluno encontram-se, adormecidos, os sentidos. Como na
história da Bela Adormecida… É preciso
despertá-los, para que a sua capacidade de sentir prazer e alegria se expanda.
Rubem Alves
Gaiolas
ou Asas
A
arte do voo ou a busca da alegria de aprender
Porto, Edições Asa, 2004
Caro professor: compreendo a sua situação. Foi contratado para ensinar
uma disciplina e ganha para isso. A escolha do programa não foi sua. Foi
imposta. Veio de cima. Talvez tenha ideias diferentes. Mas isso é irrelevante.
Tem de ensinar o que lhe foi ordenado. Será julgado pelos resultados do seu
ensino e disso depende o seu emprego. A avaliação do seu trabalho faz-se por
meio da avaliação do desempenho dos seus alunos. Se, de uma forma sistemática,
os
seus alunos não aprenderem, é porque não tem competência.
O processo de avaliação dos alunos é curioso. Imagine uma pessoa que
conheça uma série de ferramentas, a forma como são feitas, a forma como
funcionam mas não saiba para que servem. Os saberes que se ensinam nas
escolas são ferramentas. Frequentemente os alunos dominam abstratamente os
saberes, sem entretanto conhecerem a sua relação com a vida.
Como aconteceu com aquela assistente de bordo a quem perguntei o nome de
um rio perto de Londrina, no norte do Paraná. Ela respondeu-me: Acho que é o São Francisco. Apanhei um susto. Pensei
que tinha apanhado o voo errado e que estava a chegar ao norte de Minas…
Garanto que, numa prova, a rapariga responderia certo. No mapa saberia onde se
encontra São Francisco. Mas não aprendera a relação entre o símbolo e a
realidade.
É possível que os alunos acumulem montanhas de conhecimentos que os
levarão a passar nos exames, sem saber para que servem. Como acontece com os
“vasos comunicantes” que qualquer pedreiro sabe para que servem sem,
entretanto, conhecerem o seu nome. O pedreiro seria reprovado na avaliação
escolar, mas construiria a casa no nível certo. Mas você não é culpado. Você é
contratado para ensinar a disciplina.
Cada professor ensina uma disciplina diferente: Física, Química,
Matemática, Geografia, etc. Isso é parte da tendência que dominou o
desenvolvimento da ciência: especialização, fragmentação. A ciência não conhece
o todo, conhece as partes. Essa tendência teve consequências para a prática da
medicina: o corpo como uma máquina formada por partes isoladas. Mas o corpo não
é uma máquina formada por partes isoladas.
Às vezes, as escolas fazem-me lembrar o Vaticano. O Vaticano, 400 anos
depois, penitenciou-se sobre Galileu e está prestes a fazer as pazes com
Darwin. Os currículos, só agora, muito depois da hora, estão a começar a falar
de “interdisciplinaridade”. “Interdisciplinaridade” é isto: uma maçã é, ao
mesmo tempo, uma realidade matemática, física, química, biológica, alimentar,
estética, cultural, mitológica, económica, geográfica, erótica…
Mas o facto é que você é o professor de uma disciplina específica. Ano
após ano, hora após hora, ensina aquela disciplina. Mas, como ser de dever, tem de fazer de forma competente aquilo
que lhe foi ordenado. A fim de sobreviver, faz o que deve devem submeter. O
pressuposto desse procedimento é que o saber é sempre uma coisa boa e que, mais
cedo ou mais tarde, fará sentido.
São sobretudo os adolescentes que, movidos pela inteligência da
contestação, perguntam sobre o sentido daquilo que têm de aprender. Mas
frequentemente os professores não sabem dar respostas convincentes. Para quê aprender o uso dessa ferramenta complicadíssima se não
sei para que serve e não vou usá-la? A única resposta é: Tens de aprender porque sai no exame – resposta
que não convence por não ser inteligente mas simplesmente autoritária.
O que está pressuposto, nos nossos currículos, é que o saber é sempre
bom. Isso talvez seja abstratamente verdade. Mas, nesse caso, teríamos de
aprender tudo o que há para ser aprendido – o que é tarefa impossível. Quem
acumula muito saber só prova um ponto: que é um idiota de memória boa. Não faz
sentido aprender a arte de escalar montanhas nos desertos, nem a arte de fazer
iglos nos trópicos. Abstratamente, todos os saberes podem ser úteis. Mas, na
vida, a utilidade dos saberes subordina-se às exigências práticas do viver.
Como diz Cecília Meireles: O mar é longo, a vida é curta.
Eu penso a educação ao contrário. Não começo com os saberes. Começo com
a criança. Não julgo as crianças em função dos saberes. Julgo os saberes em
função das crianças. É isso que distingue um educador. Os educadores olham
primeiro para o aluno e depois para as disciplinas a serem ensinadas. Os educadores
não estão ao serviço de saberes. Estão ao serviço de seres humanos – crianças,
adultos, velhos. Dizia Nietzsche: Aquele que é um mestre,
realmente um mestre, leva as coisas a sério – inclusive ele mesmo – somente em
relação aos seus alunos. (Nietzsche, Além do bem e do mal).
Eu penso por meio de metáforas. As minhas ideias nascem da poesia.
Descobri que o que penso sobre a educação está resumido num verso célebre de
Fernando Pessoa: Navegar é preciso. Viver não é preciso.
Navegação é ciência, conhecimento rigoroso. Para navegar, são
necessários barcos. E os barcos fazem-se com ciência, física, números, técnica.
A própria navegação se faz com ciência: mapas, bússolas, coordenadas,
meteorologia. Para a ciência da navegação é necessária a inteligência instrumental,
que decifra o segredo dos meios. Barcos, remos, velas e bússolas são meios.
Já o viver não é coisa precisa. Nunca se sabe ao certo. A vida não se
faz com ciência. Faz-se com sapiência. É possível ter a ciência da construção
de barcos e, ao mesmo tempo, o terror de navegar. A ciência da navegação não
nos dá o fascínio dos mares e os sonhos de portos onde chegar. Conheço um
erudito que tudo sabe sobre filosofia, sem que a filosofia jamais tenha tocado
a sua pele. A arte de viver não se faz com a inteligência instrumental. Ela
faz-se com a inteligência amorosa.
A palavra amor tornou-se maldita entre os educadores que pensam a
educação como ciência dos meios, ao lado de barcos, remos, velas e bússolas.
Envergonham-se de que a educação seja coisa do amor-piegas. Mas o amor –
Platão, Nietzsche e Freud sabiam-no – nada tem de piegas. O amor marca o
impreciso círculo de prazer que liga o corpo aos objetos. Sem o amor tudo nos
seria indiferente – inclusive a ciência.
Não teríamos sentido de direção, não teríamos prioridades. A
inteligência instrumental precisa de ser educada. Parte da educação é ensinar a
pensar. Mas essa educação, sendo necessária, não é suficiente. Os meios não
bastam para nos trazer prazer e alegria – que são o sentido da vida. Para isso é
preciso que a sensibilidade seja educada. Fernando Pessoa fala, então, na
educação da sensibilidade.
Educação da sensibilidade: Marx, nos Manuscritos de 1844,
dizia que a tarefa da História, até então, tinha sido a de educar os sentidos:
aprender os prazeres dos olhos, dos ouvidos, do nariz, da boca, da pele, do
pensamento (Ah! O prazer da leitura!). Se fôssemos animais, isso não seria
necessário. Mas somos seres da cultura: inventamos objetos de prazer que não se
encontram na natureza: a música, a pintura, a culinária, a arquitetura, os
perfumes, os toques.
No corpo de cada aluno encontram-se, adormecidos, os sentidos. Como na
história da Bela Adormecida… É preciso
despertá-los, para que a sua capacidade de sentir prazer e alegria se expanda.
Rubem Alves
Gaiolas
ou Asas
A
arte do voo ou a busca da alegria de aprender
Porto, Edições Asa, 2004
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Nossa singela homenagem ao grande e ilustre
Dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro!
João Pessoa, 16 de junho de 1927
Recife, 23 de julho de 2014
João Pessoa, 16 de junho de 1927
Recife, 23 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Educar o Olhar...por Rubem Alves
“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu."
Por: Rubem Alves, Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente e, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.”
Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...
Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.
Os conhecimentos nos dão meios para viver. Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento...a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam. As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente. São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.
Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.
Por: Rubem Alves, Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Palavra Cantada
Imperdível....
Palavra Cantada em Aventuras Musicais
Data: 16/11
Hora: 15h
Local: Mendes Convention Center (Av. Francisco Glicério, 206 - Santos/SP)
Locais de venda:
*Mendes Convention Center - Av. Francisco Glicério, 206 - das 13h às 19h
*Buffet Conte Outra Vez - Rua Alagoas, 8
*UNIDADES DO CNA
Boqueirão - Av. Conselheiro Nebias, 614
Ponta da Praia - Av. Dos Bancários, 104
Tambores - Av. Antonio Emerich, 1550
*site compre ingressos - www.compreingressos.com
Mais Informações: (13) 3222-4611 / (13) 7805-9772 - atendimento@friendskids.com. br
http:// www.compreingressos.com/ espetaculos/ 2098-Palavra-Cantada
https://www.facebook.com/ friendskidssantos
Pessoal da Baixada Santista, se possível não percam as apresentações do "Palavra Cantada" que acontecerá neste sábado dia 16/11 no Mendes Convention Center. A criançada vai se divertir e aprender muuuuuitoooooooo. Então programem-se, nem sempre temos algo assim, tão cultural voltado aos pequenos! Mais informações estou copiando os links para pesquisa...Fica a dica:
Palavra Cantada em Aventuras Musicais
Data: 16/11
Hora: 15h
Local: Mendes Convention Center (Av. Francisco Glicério, 206 - Santos/SP)
Locais de venda:
*Mendes Convention Center - Av. Francisco Glicério, 206 - das 13h às 19h
*Buffet Conte Outra Vez - Rua Alagoas, 8
*UNIDADES DO CNA
Boqueirão - Av. Conselheiro Nebias, 614
Ponta da Praia - Av. Dos Bancários, 104
Tambores - Av. Antonio Emerich, 1550
*site compre ingressos - www.compreingressos.com
Mais Informações: (13) 3222-4611 /
http://
https://www.facebook.com/
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
E você...está participando do projeto: Leia para uma criança??? Acesse o site do banco e faça seus pedidos. É bem legal. Aproveitem #issomudaomundo!! https://www.itau.com.br/itaucrianca/
sábado, 31 de agosto de 2013
XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
E teve inicio mais uma Bienal Internacional do Livro na cidade do Rio de Janeiro anotem na agenda e não percam:
Dia 29 de Agosto: 13h às 22h
Dias de semana: 9h às 22h
Fins de semana: 10h às 22h
Dias de semana: 9h às 22h
Fins de semana: 10h às 22h
Local do Evento
Riocentro
Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca
22780-160 – Rio de Janeiro – RJ
Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca
22780-160 – Rio de Janeiro – RJ
Valor do Ingresso
Inteira
R$ 14,00
R$ 14,00
Meia-Entrada*
R$ 7,00
R$ 7,00
Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente ou durante o evento, nas bilheterias do Riocentro. Os pontos de venda indicados abaixo ficam localizados em lojas, postos de gasolina e agências de turismo. Cada pessoa (um único CPF) pode comprar no máximo 5 (cinco) ingressos. Agências de viagens podem adquirir até 30 ingressos. Também é possível realizar a compra pela internet, por meio do site www.ingressomais.com.br, onde é necessário efetuar um cadastro.
Acessem o link para verificarem a Programação Cultural
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