Um sonho a se realizar!

Na verdade, as Bibliotecas são instrumentos de Paz, pois reúnem a juventude, de forma bem eficaz.
Quem frequenta uma biblioteca, muda de opinião, aprende e se satisfaz.
O projeto Biblioteca, tem essa finalidade: trabalhar para construir, uma nova sociedade, como cidadãos
conscientes, mais finos, mais eloquentes, com mais força e mais vontade.

As bibliotecas na verdade, promovem mudança e, com isso,
a juventude enaltece, dando apoio e confiança, pois a boa educação, começa com a atenção que damos as crianças.

Viva pois a BIBLIOTECA, um Projeto que está modificando a nossa comunidade, porque só a educação
pode dar ao cidadão, CONSCIÊNCIA E LIBERDADE!


Por Valdek de Garanhuns - Poeta de Cordel



sábado, 12 de setembro de 2009

DEFINIÇÕES

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta para os outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.

Não... Amor é um exagero... também não.

Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação.

Esse negócio de amor, não sei explicar.

Texto de Mário Prata
Mário Alberto Campos de Morais Prata (1946) escritor e jornalista brasileiro.

Colaboração da amiga Cássia

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Homenagem da Câmara Municipal de Serra Negra

Carta de parabenização pelo 9º ano de existência da Biblioteca Comunitária Liberdade Cultural, comemorado no dia 29 de agosto.

Ao receber este documento da Câmara Municipal, nos parabenizando pelos 9 (nove) anos de existência, percebi o quanto já caminhamos para fazer crescer a nossa biblioteca comunitária.

Agradeci a Deus, pois tive a imensa satisfação em conhecer pessoas que tornaram-se nossas amigas e agora fazem parte dessa família cultural, como membros diretores!

Nestas últimas semanas repletas de eventos como a 2ª Feira do Livro, a comemoração de aniversário da nossa Biblioteca Comunitária e a Festa Italiana, venho agradecer a cada um de vocês amigos diretores pelo apoio recebido...como trabalhamos.

Vocês que acreditaram no meu SONHO e os transformaram em NOSSOS!

Compartilhamos angústias e preocupações, metas e desafios.

Chegamos até aqui, porém sabemos que o caminho ainda é longo.

Estamos juntos, por isso agradeço a todos da minha diretoria por acreditarem em mim.

Agradeço pelo envolvimento pessoal de cada um, por suas iniciativas em fazer deste projeto piloto um Projeto Social e Intelectual capaz de sobreviver, e digo mais, sem vocês nada disso teria se tornado real. Aqui fica o meu muito obrigado, é muito bom poder contar com vocês!

Abraços Libero Culturais,

Valdo de Souza

domingo, 6 de setembro de 2009

La festa gastronomica dell'anno

Minha homenagem aos que participaram e se envolveram neste trabalho voluntário para arrecadação de fundos para seus projetos culturais e assistenciais.
Aqui a equipe da nossa ONG


mais informações e fotos sobre este evento...


Nos destacamos pela qualidade do produto servido, a Lasanha da dna. Suzana, nossa expert em assuntos culinários, e no carinho do atendimento prestado pela nossa equipe.


Seguiu em ritmo acelerado a Festa Italiana realizada mais um ano pela prefeitura de Serra Negra com a participação de várias entidades assistenciais e o coral da cidade.



A nossa barraca "ONG Liberdade Cultural" foi um sucesso absoluto!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Alfabetizando "Chico Bento"

Nota: Faz um tempo que escrevi esse artigo e o publiquei. Porem, vendo-me na mesma situação, resolvi compartilhar com vocês novamente essa aventura...

Durante alguns anos, tive a oportunidade de alfabetizar alunos de colégios particulares da cidade de São Paulo – Capital.
Trabalhei com crianças de famílias providas de nível sócio-econômico-cultural definidos e portadores de excelentes oportunidades e vivências compensadoras.
Ao chegar em cidade do interior de São Paulo, passei a exercer um trabalho de intervenção psicopedagógica em crianças possuidoras de um “rótulo” classificadas como problemáticas.
Tinham a fama de não seguir o ritmo da sala. Não liam e não escreviam.
Com o passar do tempo, passei a notar, em conversas informais, que o dialeto dessas crianças vinha de um linguajar regional.
Uma das crianças disse-me:
- “Minha mãe me ponhou nessa iscola, purque é mai pertu.”
Passei a pensar sobre essa frase e comecei a analisá-la.
Suas professoras queixavam-se que seus alunos não liam e não escreviam. Seus textos eram todos mal redigidos.
Os alunos escreviam como falavam.
Em casa, seus pais sendo simples e humildes, muitos analfabetos, comunicam-se com seus filhos dizendo: “Venha ponhar a xicra na mesa.”
Eu me pergunto: Certo? Errado? Problema de Aprendizagem?
Várias indagações circundaram meu pensamento.
Será realmente problema de aprendizagem?
Será falta de acompanhamento e proximidade no ato de ensinar?
Hoje, como professores, deparamos com salas de aulas super lotadas onde fica difícil dar atenção especial, acompanhamento e maior proximidade no momento de ensinar.
O que está acontecendo é que nosso “Chico Bento” está sendo alfabetizado em conjunto e não está sendo trabalhada a sua dificuldade individual.
Em casa falam e ouvem o linguajar popular e até mesmo, regional.
Na escola lhe é cobrado a linguagem culta.
Numa produção de texto, quando o aluno escreve “minha irmã pegou uma foia e ponhou na mesa”, fica sendo considerado fraco e necessitado de reforço escolar.
Justamente é que me pergunto: "Será realmente, essa criança, portadora de problema de aprendizagem?
Penso ser necessário nesse momento, realizar um trabalho que consista em lhe mostrar a linguagem mais adequada em escrever e falar.
Lendo histórias em quadrinhos do Chico Bento, personagem criado por Maurício de Sousa, podemos nos deparar com o “caipirês”. É justamente dessa forma que essas crianças se comunicam.
O que devemos fazer é realizar um trabalho consciente fazendo com que a criança perceba as formas de se comunicar, sabendo usar a linguagem adequada e se fazendo entender.
Devemos enquanto profissionais da educação, repensar quando afirmamos a deficiência do aluno.
Devemos entender e re-alfabetizar nosso “Chico Bento”.

Colaboração da nossa amiga Valquiria Miguel Luchezi
Pedagoga e Psicopedagoga

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Estilos...


A Lua Cheia adora vestido de bolinha
Diz que realça as suas formas.

A Lua Crescente fica indecisa pra se vestir e acaba sempre pedindo emprestado o blue jeans do Dragão Ariosto.

A Lua Minguante acha as lojas do céu muito caras e confecciona suas próprias roupas na máquina de costura da Aranha Tatanha.

A Lua Nova adora os lenços e os laços,
mas o que gosta mesmo é de um abraço.
Eloí Elizabet Bocheco


Contribuição de texto da amiga e colaboradora Cássia

Festa Italiana

Nossa Festa Italiana foi antecipada para os dias 04/05/06 e 07 de setembro

Organizada pela Prefeitura de Serra Negra e com renda totalmente revertida as entidades e instituições do município, contará com várias barracas com deliciosas comidas típicas italian: spaghetti, ciccioli, cappeletti, rondelli, polenta com frango. gnoche, bruscheta, penne, risotto, pane e a deliciosa lasagna da dna. Suzana na barraca "ONG Liberdade Cultural" entre outras tantas gostosuras...(foto ao lado refere-se a Festa de 2008).

Horário para o público:

04/09 (sexta-feira) - das 19:00hs às 01:00hs

05/09 e 06/09 (sábado e domingo) - das 11:00hs às 01:00hs

07/09 (feriado) - das 11:00hs até o último cliente

Local Pç. João Zelante (Principal)

Haverá shows e apresentações de música e dança típicas. Venham nos prestigiar...precisamos do apoio de todos!

Era uma vez...

Um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.

Em certo ponto de seu percurso, notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar.
Olhou, então, para Deus e protestou:

"Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e você me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora?"


Deus respondeu:

"Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele.
Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, o sol as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano.
Ai você se transformará em mar."

Assim é a vida.
As pessoas engatinham nas mudanças.
Quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez e a força.

É preciso entrar prá valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar.
Se uma pessoa passar a vida toda evitando sofrimento, também acabará evitando o prazer que a vida oferece.
Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los.

Há tesouros guardados numa praia deserta, numa noite estrelada, numa viagem inesperada, num salto de asa-delta...
O importante é ir ao encontro deles, ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.

Não procure o sofrimento.
Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.
Arrisque, ouse, avance na vida.
Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar.

Roberto Shinyashiki

Texto publicado com a colaboração da amiga Cássia

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Trecho do Livro "Alice no País das Maravilhas" -

Onde você quer chegar?
O Gato apenas sorriu quando viu Alice.
Parecia de boa índole, ela pensou, mas não deixava de ter garras muito longas e um número respeitável de dentes, por isso ela sentiu que devia ser tratado com respeito.

- "Gatinho de Cheshire"...
começou um pouco tímida, pois não sabia se ele gostaria do nome,

mas ele abriu mais o sorriso.

- "Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?"

- "Isso depende bastante de onde você quer chegar", disse o Gato.

- "O lugar não me importa muito...", disse Alice.

- "Então não importa que caminho você vai tomar", disse o Gato."

- ... desde que eu chegue a algum lugar", acrescentou Alice em forma de explicação.


- "Oh, você vai certamente chegar a algum lugar", disse o Gato.. "se caminhar bastante"...


Lewis Carroll


Curiosidades sobre o autor e o livro

O livro "Alice no País da Maravilhas foi escrito por Charles Dodgson, ou melhor, Lewis Carroll já que estamos a falar da sua faceta de romancista, era um homem tímido, introvertido e conservador.
Gostava muito de crianças e de lhes contar histórias.
No dia 4 de Julho de 1862, convidou as três filhas do seu amigo Liddell - Alice, Lorina e Edite - para um passeio de barco no rio. Durante o passeio, como já era hábito sempre que estavam na companhia de Lewis, as três meninas pediram para que lhes contasse uma história muito divertida. Lewis começou a contar a história à medida que ia remando ao longo do rio. Fez três tentativas para que a história terminasse mas as meninas não o permitiram e iam pedindo para que continuasse. Quando a história terminou já passava das oito da noite e com ela findou também o passeio de barco dos quatro amigos.
Antes de se deitar, nessa mesma noite, Lewis escreveu toda a história tal como a tinha contado a Alice e às suas irmãs. Chamou-lhe Alice Debaixo da Terra. Só dois anos mais tarde, em 1864, é que a tornou a ler. Acrescentou-lhe então algumas personagens, acrescentou alguns capítulos (a história ficou com, sensivelmente, o dobro das páginas) e alterou o título para Alice no País das Maravilhas.
O livro foi editado, no ano seguinte, em 1865.

Colaboração do amigo Eliahou Kogan / Pesquisa sobre o autor Cássia

Os ombros suportam o mundo...

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.





Carlos Drumond de Andrade - 1902-1987
Formou-se em Famácia mas atuou mesmo como poeta, produziu livros infantis, contos e crônicas.



Enviado pelo nosso amigo e colaborador Eliahou Kogan

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!


Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.


É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!


Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.


Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...


e vivo escolhendo o dia inteiro!


Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo.


Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.



Cecilia Meireles - foi poetisa, professora e jornalista brasileira.